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Empresa começa com uma mesa e duas cadeiras e hoje fatura R$ 1,2 milhão

Eduardo Neaime e Lazáro Contreras contam como conseguiram montar um grupo com seis empreendimentos

Construir uma empresa de sucesso não depende apenas de sorte e muito dinheiro. No início, o que conta mesmo é uma boa ideia e muita persistência. Foi assim que Eduardo Neaime criou o grupo de comunicação LADU, de São Paulo. O empresário, formado em direito e publicidade, precisou suar muito para montar o empreendimento, que faturou R$ 1,2 milhão em 2009. A estimativa é que as vendas aumentem 30% neste ano.
Há cinco anos, Neaime chamou um amigo, Lázaro Contreras, também formado em publicidade, para abrir uma agência de propaganda em São Paulo. “Consegui um espaço de mais ou menos 15m2 dentro do escritório do meu pai, onde havia somente uma mesa, duas cadeiras e um computador que mal funcionava, mas servia para enviar alguns e-mails”, afirma Neaime. O investimento inicial na empresa foi de apenas R$ 2 mil.

Os dois começaram fazendo cartões de visita, banners, panfletos e outros trabalhos com custo baixo. Nessa época, a maioria dos clientes era formada por amigos e esses trabalhos acabaram servindo para aumentar a experiência profissional da dupla. “Demorou um ano para que tivéssemos um retorno financeiro positivo. Mas, em seis meses, os custos básicos como telefone, internet, transporte, amostras de materiais, cartões de visita e panfletos já estavam sendo cobertos”, garante o empresário.

A panfletagem foi uma das primeiras formas de divulgar o trabalho da empresa. A distribuição de folhetos no comércio da região começou a movimentar o fluxo de pedidos. “Gerou pouco retorno, cerca de R$ 300 a R$ 500, mas o suficiente para continuarmos mantendo pequenos custos como telefone e internet, já que até o momento não tínhamos gasto nenhum com o espaço”, diz Neaime. As lojas gostaram do trabalho e passaram a indicar amigos. Com um número maior de pedidos, Neaime e Contreras enxergaram uma possibilidade de negócio que ainda não havia sido muito explorada: os bingos. “Em frente ao escritório havia um grande bingo. Atravessamos a rua e pedimos para falar com o gerente, que nos desafiou dizendo: ‘Se vocês conseguirem mudar a cara de nosso material e fazer com que as pessoas na rua pelo menos peguem os panfletos, eu darei uma oportunidade a vocês’”, conta o empresário.

Desafio cumprido, a dupla começou a ampliar os serviços, chegando a fazer organizações de eventos para os bingos. Os dois amigos atenderam mais de 15 empresas do setor em São Paulo e no interior e até fizeram campanhas para cassinos do Paraguai. “Estávamos faturando com os bingos, em torno de R$ 25 mil por mês. Nesse período, minha renda mensal e de meu sócio era de R$ 2 mil para cada um, o restante era investido na empresa”, afirma Neiame. A melhora financeira possibilitou um investimento na estrutura física. O escritório foi reformado e mais cinco pessoas foram contratadas.

Depois de um ano e meio trabalhando com bingos, os amigos perderam seus clientes, pois os estabelecimentos foram proibidos pelo governo. Sem a clientela, os dois tiveram que arranjar uma alternativa. “Voltamos à estaca zero, mas com a vantagem que aprendemos a lidar com o financeiro, comercial, operacional. Então, percebemos que esse mesmo trabalho poderia ser feito para outros segmentos”, afirma Neiame. Em menos de seis meses a agência conseguiu novos clientes. Aos poucos, a empresa se reestruturou com a vontade de um dia conseguir atender companhias maiores. Com um ano de trabalho, contrataram sete pessoas e começaram a trabalhar com a operadora de TV por assinatura Sky. “Foi nosso primeiro grande cliente, daí vieram Globosat, Avon, Cartoon Network, Nestlé, Telefônica, Texaco e Wizard, entre outros”, diz Neaime.

Com o crescimento, a pequena empresa se tornou um grupo de comunicação, que trabalha com propaganda, brindes, promoções, eventos e mídia indoor. São seis empresas sediadas em um escritório de 280 m2.

Coordenar todo o grupo também tem sido um desafio para os dois amigos, mas as experiências vividas ao longo dos anos lhes trouxeram confiança. “A ideia de oferecer todas as ferramentas de comunicação que o cliente precisa no mesmo lugar com um atendimento único foi e continua sendo o nosso diferencial”, afirma o empresário dono do grupo.

http://revistapegn.globo.com/Revista/Common/0,,EMI121923-17385,00-EMPRESA+COMECA+COM+UMA+MESA+E+DUAS+CADEIRAS+E+HOJE+FATURA+R+MILHAO.html
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